domingo, 25 de março de 2012

Cantinho da Maria


Quando em nosso Face Lilithiano surgiu a idéia de contribuir com algo de nosso trabalho para alimentar o vício ao qual todas partilhamos, aconteceu ali mesmo, um parto natural que, se fosse planejado talvez não acontecesse tão rápido. Ainda hoje estou boquiaberta como, de uma simples idéia cresceu um Movimento.

Talvez,  a Martinha possa divagar sobre a rapidez com que abraçam-se idéias desde que envolvam livros e leitura. Questiono-me sobre isso, será porque gostamos de ver ali os mocinhos descascados como bananas, porque gostamos de nos divertir, e nos divertimos muito com as intervenções de todas. O humor de uma faz disparar a brincadeira de outra. Ou então é só porque nos nossos horizontes mais imediatos estão histórias mais ou menos hot? Deixo espaço  para as considerações...

Para mim é um pouco de tudo: autoras de que gostamos, histórias que nos fazem voar, “abanar”, heróis de sonho onde sapo não tem permissão de entrar, e algumas imagens para encher os olhinhos que a Mari às vezes nos traz e que nos enchem os olhos…de desgosto! A malvada deixa os modelos lindíssimos lá com as florzinhas…
Não vou postar nada de especial, até porque eu, tal como todas as leitoras, cresço com a interação com todas, ou seja, ninguém se diverte sozinho. Então, já há algum tempo interrogo-me sobre o porquê de alucinarmos com algumas séries que quase viram obsessão. Será que somos todas umas viciadas compulsivas que devoramos tudo o que tenha letras e palavras com um cunho fantástico ou ficcional (os decretos –leis não me parece que tenham tantos seguidores voluntários), ou é a escrita das próprias autoras e a construção dos seus personagens que nos faz mergulhar numa história de cabeça e esquecermo-nos de que “é preciso dormir”?  
Sou louquinha assumida pela série A Irmandade da Adaga Negra da J.R.Ward! Quando comecei a ler a série, acreditem nem sei o nome dos volumes, mas  visito-os muitas vezes ali na estante, eu pensei que o nome da autora era masculino. Uma narrativa tão áspera em termos de vocabulário, a rudez do mundo dos vampiros e aqueles personagens tão másculos,  tão vividos e sofridos só podiam sair da imaginação de um homem que se descentrasse de si e fosse capaz de escrever sobre os seus congêneres e o sentir do mundo masculino. Olha a minha surpresa, quando descobri que aquele universo “Y”, aquelas cenas que pediam um leque, aquela sensualidade que saía dos poros masculinos, a dureza do mundo de ficção, saía todo da cabeça de uma mulher. Às vezes eu penso que ela tem um parafuso solto na cabeça, mas é um parafuso maravilhoso que me traz amarrada às personagens que ela criou e que saltaram para a vida. Não será por acaso que é considerada uma das séries escritas para adultos com mais traduções feitas pelo mundo inteiro. Não deve ser só pelo universo vampírico que ela inventou, mas também por aquele humor desenfreado, aquela forma de escrever descomprometida, em que a personalidade de cada um está tão bem definida pelas vivências, dramas e reações que cada um tem, tão adequadas à personalidade que lhe foi caracterizada. Eles crescem, sofrem, amam (como se amam…) enfurecem-se, evoluem como pessoas reais.
A Martinha diz que ela explora a nossa vertente protetora pelos que sofrem, para mim a J.R.Ward  tem   mais cromossomas masculinos  e  uma escrita fascinante que nos faz acreditar que sim … eles estão ali e, um destes dias,  encontraremos  um ao virar a esquina.
Partilhe com  todas, o porquê gosta desta série, o que a cativou enquanto leitora: as personagens, o universo onde estes se desenvolvem, o enredo que é criado, a forma de escrever que é tão clara que parece que estamos lá …o que seja que goste… e porque sim!









Maria

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